quarta-feira, 19 de maio de 2010

samba de morte

Sabe aquele samba de morte?
aquele samba de corte,
aquele samba que é soul?

E aquela musica insípida,
de mesma medida, com ginga e sem dor?

Contou uma história sem foco,
um beco; um poste e outro ‘O’ mesmo compositor.

Falta alguém esta coragem ardida,
uma mentira imprimida sobre versos de amor.

Alguém que fale de vida,
que cutuque a ferida e cumprimente o terror.

Que mostre que a vida é sofrida,
que nem sempre há saída,
sem maquiagem de horror.

Alguém que entenda de orgulho,
que seja santo/impuro
e que antevenha outro ‘O’ mesmo compositor

Sabe aquele samba de morte?
Que gritou palavras de ordem em frases de cor?

Pede licença atrevida
e esquece que há vida onde antes ouve dor.

Derruba tudo por logo
cospe, escolhe e corre.
Covarde perdeu o sabor!

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