sexta-feira, 25 de março de 2011

bicho


Rompemos a porta da boate como o ferrão dos rock stars. Insetos da noite atrás de flores de neon que brilham na cadência da falha elétrica, escondendo e revelando nossas vergonhas miletianas. Inseguros, não sabemos se somos abelha ou vespa. Fingimos conhecer onde estamos, mas a verdade é que não sabemos de nada. Impacientes e angustiados, voamos em falsa sincronia. Nossas antenas já não servem, nossas asas são de mentira. Ninguém aqui é bicho, porque você não entende?

Desculpe-me, tomei mel de mais, estou um pouco bêbada, amor.
Como é que é?!
Disse que estou bêbada, tomei muito mel, me desculpe.
Não, a outra parte...
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